Panajachel é um povoado bem bonitinho. Também foi atingido pelo terremoto de 1976 e como fica próximo dos três vulcões (água, fogo e de são pedro) de vez quando sofre as conseqüências.
Saímos cedo do Hotel, fomos de VAN, só nós dois e o motorista. A viagem seriam longa, em torno de 3 a 4 horas.
Depois de uma hora e meia de estrada paramos em restaurante típico na beira da estrada para tomar café.
Eu tomei um rico café: panqueca, diferentes molhos, ovo frito, suco, café com leite. Parecia que era um almoço e tava uma delícia.
Estava passando um jogo, mas já não lembro de quem. Depois que tomei café, andei um pouquinho por fora do restaurante e vi algumas mulheres vendendo artesanato, fiquei olhando, olhando e não comprei nada. O meu dinheiro estava acabando, então preferi guardar o que restava para Panajachel.
Seguimos viagem, subindo serra, depois descendo...uma paisagem incrível, ainda tivemos sorte de não está chovendo.
Quando chegamos lá, pegamos um barco e fomos passear por dois povoados. O dia estava maravilhoso. O guia que dirigia o barco falou que este era um dia excepcional, pois estava um sol lindo. A água do lago estava verde-azulada, o céu azul com poucas nuvens, ainda tinha os vulcões que a gente conseguia visualizar.
Visitamos dois povoados, compramos alguns artesanatos, vimos as mulheres tecendo. Foi um passeio incrível.
Na volta, fiquei olhando o céu, o lago, o vulcão. Sentei bem na beirinha do barco e tentei tocar na água...fui me agachando até molhar minha mão. Me benzi.
De repete fiz uma viagem ao passado, lembrando de coisas da minha infância, do início da minha vida profissional logo depois de formada, de quando conheci meu marido, das viagens que fiz e de minha vida atual. Foi um balanço tipo 360°...
De volta a Panajachel, fomos passear pela cidade, já eram umas duas horas da tarde e estávamos sem fome.
Depois do passeio deu vontade de tomar uma cerveja gelada, entramos em um bar, pedimos cerveja e no cardápio tinha uma sopa de frijole com chilli, pedimos...eita sopa gostosa!
Depois pegamos a estrada e voltamos para Guatemala, chegamos lá estava escuro, mas ainda era cedo, uma 7 horas da noite. Tomamos banho e arrumamos nossa mala. Estávamos muito cansados para passear e tínhamos que acordar às 4:30 horas da manhã.
Enquanto arrumava a mala, vi na tv a triste notícia da morte do Bussunda e pensei: "apesar de ter perdido o computador, celular, remédios, agenda, relatórios, cartões de visita, estamos vivos"

Estamos no intervalo do jogo. E eu aqui pensando: vou escrever algo bem rapidinho sobre este jogo e a copa.
Aqui em casa a comida tá no fogo, enquanto isso já belisquei um monte...desse jeito onde vou parar?
Aqui em casa só eu e o maridão assistindo, ele xinga, grita, pula, gesticula, briga com os jogadores, com o juiz, com o técnico...eu fico só olhando...só grito na hora do gol ou quando Ghana ameaça...
Eu sou uma besta para assistir copa, sempre fico com pena dos que perdem.
Esse jogo tá difícil, não só para os jogadores como para o Brasil inteiro.
Até agora o Brasil deu sorte, pois o jogo nao tá bom, mas será que entendo de futebol??? Não sei...
Terminou o jogo 3 para o Brasil 0 para Gana.
Confesso que minha alegria não foi grande. Eu queria que o Brasil ganhasse, mas também não precisava de ser de lavagem. Coitadinho de Gana, não fez nem um gol.
Gana estava sem sorte.
Não me elvem a mal, eu torço sim para o Brasil, mas tenho um pé, aliás, o sangue na África.
Resolvemos fazer nosso passeio por Antigua na sexta-feira, no período da tarde. De manhã fomos resolver o problema de nossas passagens, pois o nosso bilheite de volta para o Brasil estavam nas mãos dos ladrões.
Tivemos que pagar 100 dólares por passagem para emissão de um novo bilheite e ainda tivemos que solicitar do Brasil o comprovante do pagamento por papel (fax) das passagens, pois embora nossos nomes constassem no computador da empresa aérea, estávamos sem os bilheites por isso tivemos que pagar multa e provar que fomos roubados. Mas deixa isso pra lá.
Saímos às 14:00 horas da Guatemala e chegamos em Antígua por volta de 15 horas, tínhamos duas horas de passeio pela cidade. Quando chegamos lá começamos pelo imenso ex-mosteiro local. Hoje é um Hotel chiquerrímo!
Esse ex-mosteiro é imenso, tem um túnel bem interessante, que fizeram uma espécie de galeria. Tem imagens, fotos, símbolos, roupas, etc da época da colonização espanhola. Muito interessante.
Depois do túnel, entramos no hotel especificamente, passamos rapidamente só para olhar um pouco a arquitetura, fomos no auditório (belíssimo), no jardim e andamos pelos corredores até sairmos do Hotel. O lugar é lindo e houve uma restauração muito boa após o terremoto que destruiu quase a cidade inteira. Mas a restauração do Hotel é da iniciativa privada.
Depois fomos andando até uma das casa mais antigas da cidade. Com móveis e pinturas do século XVII. Tivemos uma aulinha básica da guia. No sótão tinha um pombal em que o antigo morador do século XVII, enviava as pombas-correio com mensagens ao Rei da Espanha e as redondezas da Guatemala. É que na época não havia internet e nem telegrama. No alto dessa casa a vista era linda e podíamos ver os vulcões. Impressionante!!!
Depois saímos da casa e fomos para uma fábrica de jade. Com museo e uma lojinha. Tinha coisas lindas lá. Tivemos mais aulinhas, tomamos um cafezinho em um xícara de cerâmica muito legal, uma imitação da louça maia.
De lá fomos as igrejas, não lembro mais o nome. Uma igreja ainda conservada, apessar do terremoto e depois fomos a igreja que foi bastante atingida e, é a catedral da cidade.
A igreja era impressionantemente grande. Algumas colunas continuam quebradas e arriadas no chão desde o famoso terremoto. O guia nos falou que o processo de restauração é muito lento, pois é de iniciativa pública. Algumas coisas, bem poucas, que não foram destruídas pelo desastre ecológico (para não dizer toda hora terremoto) mostram a arquitertura espanhola.
Embaixo da igreja havia um lugar onde os corpos morto eram jogados. Antigamente as pessoas desejavam ser "enterradas" nesse local, pois acreditavam estarem mais próximas de Deus.
Saímos de lá e entramos na Catedral em funcionamento, isto é a parte pequena que foi restaurada. De lá fomos a prefeitura. Ambas ficam em frente a pracinha da cidade. Todas as pessoas estavam passeando por lá. Tinha até uma banda dos bombeiros tocando. Parece que toda 6ª feira eles tocam lá.
Saindo de lá passamos em uma casa de doce, compramos alguns e seguimos de volta para Guatemala. Eu adorei este passeio.
Eu gosto dessa coisa de cidade pequena, pracinha, igreja, bandinha, paisagem...uma coisa bem interiorana.
Detalhe: eu andava um pouco mancando, pois estava com as pernas em frangalhos devido as minhas quatros horas de caminhada em Tikal e além da descida da escada do Templo (o que não consegui subir), que com o meu pavor, tensionei muito os músculos da perna.
Observação:
É bem rapidinho...
Está acontecendo aqui em Brasília a III Feira da Agricultura Familiar e da Reforma Agrária. Tem produtos de todo o Brasil. Hoje nós fomos lá, eu, Flavio e mamãe.

Fizemos a feira mesmo.
Compramos:
Do norte: Farinha de mandioca do Mazagão (Amapá), de vários lugares do norte, bombons de cupuaçu e castanha, sequilhos de cupuaçú, rosquinha de castanha, doce e geléia de cupuaçú e pimenta no tucupi.
Do nordeste: castanha de caju e mel.
Do Sul: muitas coisinhas: cri cri de laranja, bolacha delícia, geléia de uva e amora, salsicha, cachaça, pimenta, pimenta recheada, bolo de milho, chips de aipim ou de macaxeira ou mandioca.
Do centro oeste: bolo de macaxeira/mandioca/aipim.
No almoço comemos churrasco gaucho e tomamos suco de uva e amora.
Tava tudo muito bom delicioso.

Acordamos às 04 horas da manhã, o carro ia nos pegar às 05 horas no hotel. Tomamos café no aeroporto mesmo. Fomos para Flores, cidade onde fica Tikal.
Chegamos por volta da 7:00 horas, mas estávamos de excursão, então tínhamos que esperar todo o grupo. Ainda bem quer era pequeno, umas 10 ou 12 pessoas.
Chegamos em Tikal por volta de 10:00 horas. Aí começamos nossa caminhada pelo parque. O grupo foi divido em dois, um com um guia que falava inglês e outro com um guia que falava espanhol.
O passeio ia ser longo, em torno de 04 horas de caminhada, com parada nos templos é claro.
Nesse dia estava chovendo, compramos uma capa de chuva, o que também ajudava a nos proteger dos pernilongos da mata.
Tikal está localizado em um parque, e é reconhecido como patrimônio da humanidade.
Tikal foi um dos maiores centros populacionais e culturais da civilização maia.
Gente, quando cheguei nas ruínas, fiquei arrepiada...o lugar é magnífico.
São mais de 16 Km² que incluem templos, pirâmides, praça, sauna, observatório...é incrívelmente belo.
Ainda tem lugares sendo restaurados e por isso não pode subir ou entrar. Tudo é muito impressionante para quem gosta desse tipo de passeio.
As escadas dos templos e pirâmides são bem estranhas, os degraus são estreitos e muito altos.
Tentei subir
É isso mesmo, amarelei. Não consegui ir adiante. Eu tenho medo, quase pânico de descer escadas.
Então eu parei, fiquei olhando para cima, para baixo, na dúvida, o meu medo era de descer, como descer...então resolvi descer e não continuei.
O Flavio só sentiu minha falta depois, eu já estava quase no chão, quando ele começou a gritar para eu subir. Eu mal respondi, desci na maior tensão.
Até hoje não me arrependi de não ter ido até o fim. Medo é medo, então deixa eu com o meu.
Chegamos na Guatemala bem tristinhos
O nosso vôo de Tegucigalpa-Honduras tinha duas escalas, uma no Panamá e outra em Costa Rica, então chegamos bem tarde na Guatemala por volta de 11 horas da noite no Hotel. Lá já tinha uma pessoa para conversar com ele sobre o evento que começaria no dia seguinte. Nós não conseguimos telefonar para o Brasil para bloquear o telefone do Flavio, então assim que demos entrada no hotel, começamos a fazer as coisas mais urgentes:
- Ir atrás de remédio para asma para o Flavio
- Ligar para o Brasil e pedir o bloqueio das ligações de celulares
- Reunião
- Dormir
Conclusão fomos dormir 4 horas da manhã e às 6 horas o Flavio já estava de pé para uma entrevista com o Jornal Local.
Às 08:00 horas fomos convidados para um café da manhã coletivo. Às 11:00 horas no mesmo local onde estávamos hospedados, participaríamos do evento no qual o Flavio foi convidado.
Durante os três primeiros dias na Guatemala, ficamos enfurnados no Hotel, participando de todo o evento. O Hotel era super chic, tinha um centro de convenções enorme e um shopping center em baixo do Hotel, uma coisa incrívelmente luxuosa, pelo menos uma coisa boa.
Mas a gente tava tão pra baixo que nem aproveitamos muito.
Teve uma noite que nós não participamos do coquetel com o grupo fora do Hotel. Fomos ao bar e pedimos uns aperitivos típicos e tomamos "morrito"
. Era bem propício para os meus sentimentos...tô exagerando!
Morrito é uma bebida típica mexicana, é como se fosse a nossa caipirinha, e é uma delícia.
Depois dos três dias, mudamos de Hotel, é claro, e começamos os nossos passeios turísticos pela Guatemala, bem isso é para o próximo post.
Fomos de carro para Comayagua, aviagem era de mais ou menos 3 horas. Paramos duas vezes.
A 1ª para comprar um biscoito de queijo típico. Aproveitamos para esticar as pernas. Já estávamos sentados há duas horas. A 2ª parada, foi na entrada de Comayagua. Na beira da estrada tinha um restaurante com comidas típicas, sendo a especialidade o milho e seus preparos.
Tomamos um copo de mingau de milho, só que tinha outro nome que não lembro. O gosto parecia de canjica ou curau, só que em vez de ser amarelo era branco. Depois comemos uma espécie de pamanha com queijo coalho, só que tinha outro nome e com um gosto bem forte.
Eu só fiz provar da 'pamonha'. Tudo era delicioso, mais eu já estava bem satisfeita.
Fomos conhecer o local onde aconteceria a reunião. Chegamos bem cima da hora, então já ficamos por lá mesmo. O lugar era bem bonito. Grande e a casa tinha arquitetura espanhola, isto é segundo meu maridinho, pois eu não entendo nada disso.
O evento foi super legal, terminou depois de 21:00 horas. Estávamos bem cansados. Fomos para o Hotel dormir.
De manhã tivemos mais reunião, o que foi bem interessante é cada um falou de sua experiência realcionada a direitos humanos, especialmente à alimentação, e a situação dos campesinos.
A noite passeamos um pouquinho, fomos na pracinha da cidade e na igreja. Esta igreja têm o relógio mais antigo da América.
Segundo me contaram, Comayaga foi a cidade que não se rebelou contra o Rei da Espanha, então o Rei mandou o relógio representando a fidelidade da cidade ao Rei.
A noite dormimos, pois de manhã seguiríamos para Tegucigalpa e depois Guatemala.
Levantamos bem descansados e prontos para viagem. Decidimos ir direto para o aeroporto. Paramos no Shopping Center de Tegucigalpa para comprar uns CDs com músicas regionais.
Fomos para o aeroporto, fizemos nosso check in, pagamos as taxas (super caras). Estávamos com fome, procuramos um lugar para comer e só tinha um café. Nossos amigos e cicerones em Honduras, nos aconselharam a comer do outro lado da rua. Lá tinha um 'fast food' regional.
Fomos lá...e o inesperado aconteceu...
Fomos assaltados ou furtados...Quando sentei na mesa de quatro lugares deixei minha bolsa de viagem no chão ao lado da minha perna e a bolsa do Flavio com o Lap Top dele também do meu lado. O nosso casal de amigo sentou na nossa frente, e a bolsa do Flavio tinha sumido, ninguém viu, ninguém ouviu nada...só demos por falta quando terminamos de comer e a bolsa dele com o lap top, celular, agenda e nossas passagens, livros, documentos e cartões de visita.
Havia um guarda no lado de fora, mas este não viu nada, aliás ninguém viu. Corremos para o aeroporto e explicamos o que tinha acontecido. Lá nos falaram que neste restaurante era muito comum serem assaltados inclusive no próprio aeroporto.
Fizemos a queixa na polícia e seguimos viagem para Guatemala. Completamente arrasados. Eu me senti e ainda me sinto bastante culpada, e idiota por terem me roubado.
Tomamos tanto cuidado em Tegucigalpa durante os dias que estivemos lá, e de repente 30 minutos antes do embarque, nos levaram todo o nosso material, aliás todo o trabalho do Flavio.
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