Uma mulher forte e corajosa...
Pessoal agradeço o comentário lá no blog...A Yedda vez ou outra aparecia por aqui e fazia comentários super bonitos e engraçados
 A intenção era publicar este email que a Yedda me mandou, pedindo que eu publicasse no blog...mas eu disse que ela deveria ter um blog dela, pois ela escrevia muito bem e poderia compartilhar com outras pessoas as idéias, sentimentos e vivências dela...ela disse que talvez fizesse isso um dia, pois tinha muitas anotações...
Vejam esse email que ela me mandou ano passado:
 
Roseane
As fotos me lembram o que tenho vontade de fazer todo dia!  Dormir.
Mas...... dormir é gastar o tempo que nós temos que aproveitar bem na vida, pois ninguém sabe quantos minutos ainda tem....não acha?
Bem, ontem estava tentando arrumar umas papeladas e achei, já todo manchada pela água e pelo tempo, uma folha com anotações feitas numa de minhas viagens. Acho que já falamos de solidão, lembra?Pois bem, estou repassando pra você este desabafo.
      " Muitas vezes já se disse que o homem não nasceu para viver só: se assim fosse, sentir-se-iam felizes os solitários.
Triste experiência é sentir-se só em meio a uma multidão, coisa já muito citada,mas sempre profundamente atual. Vi ontem um homem solitário ...e triste; havia em seu semblante um quê  de desilusão, amargura e que me inspirou um grande sentimento de pena. Confessou-me que é muito dificil enfrentar todos os problemas da vida , sem ter com quem co m   p a r t i l h a r ( Perdoe-me  Artur da Távola...) Seria bom desmembra sempre  a palavra compartilhar (partilhar com, dividir com).
    Já vivi algumas situações em que senti a sensação de estar só. Não  s trata de ser só,mas de estar só, sentir-se só.
Agora, por exemplo, "turistando" pelas águas do Rio Negro, sinto  (influência da paisagem ou algo interior?!) que passo novamente por essa desagradável experiência.
Estou cercada de turistas brasileiros e estrangeiros, olho a imensidão das águas, sua negritude, as florestas ao longe e... me falta algo. É o tal "com partilhar". não compartyilhar simplesmente,mas partilhar com alguém que gosta, pensa, sonha admira, vive e descobre mais ou menos como a gente.
Às vezes, surge uma vontade louca de comentar, simplesmente comentar, a beleza de algo simples e aparentemente insignificante,mas que naquele momento preciso assume proporções gigantescas e que a gfente é forçada a interiorizar.É como se o grito que a gente tem vontade de transformar em eco se estrangulasse na garganta. É um momento de beleza que se perdeu ao meio por falta de ressonância".
 
Bem, RÔ, quiz somente com partilhar um momento que vivi , de solidão. Aliás, creio que agora esses momentos tem sido bem mais raros. É o tempo, a idade, o amadurecimento....a vida!
Agora, por exemplo, apesar de todos os percalços, prometi a mim mesma que não deixaria "pequenas coisas" tirarem meu bom humor.
Bem, querida, creio que nos veremos no Encontro e vamos celebrar, como sempre a "alegria de viver", tá?
Um abraço grande ( e respeitoso...) em Flávio e um beijão pra você.
Yedda
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A 1ª vez que ouvir, ou melhor li, sobre este filme foi no blog da Nora. O blog dela é todo poético, e ela falava sobre este filme com um toque todo especial, que só ela tem de escrever.

Fiqeui encantada e ansiosa esperei pela estréia dele no Brasil.

Ontem fomos ao cinema, última sessão, 22 horas. Realmente o filme é belíssimo. Vale a pena assistir!!!

Para descontrair um pouquinho...

O sabor dos homens...

Homem Caranguejo : é feio e peludo, mas você bate nele, limpa direitinho e come.

Homem Pão : tem sempre o mesmo gosto, mas você come todo dia.

Homem Aperitivo : acompanhado de uma bebida você come e ainda acha bom.

Homem Maracujá : é todo enrugado, mas você come e depois que come sente vontade de dormir...

Homem Camarão : só tem merda na cabeça, mas é gostoso e você come assim mesmo.

Homem Lagosta : só come se ele tem dinheiro.

Homem Caviar : você sabe que alguém está comendo, mas não é ninguém que você conheça.

Homem Bacalhau : você só come uma vez por ano.

Homem Arroz : é o oficial. Você só come porque já está acostumada.

Homem Maionese de Fim de Festa : todo mundo te avisa pra não comer, mas você come porque está desesperada; se arrepende e depois passa mal.

 

Sobre a morte

Sempre tive medo dela, mas li no Drummond que podemos ter muitas maneiras de encará-la.

Não eu não tenho medo de morrer, mas tenho medo de perder pessoas queridas, de nunca mais vê-las...

Pessoas muito queridas minha já se foram, quase sempre não estou por perto...isso é incrível, acho que por isso tenho muito medo.

Hoje foi a missa de 7º dia de minha amiga Yedda, uma pessoa maravilhosa, uma pessoa que conheci há quase cinco anos, mas uma pessoa inesquecível que vai ficar para sempre na minha memória.

Yedda era ímpar, tinha um (bom) humor clássico, fazia umas sátiras de qualquer "ato falho"...a gente ria a bessa, de tudo e principalmente da gente mesmo, a gente se falava pelo olhar...

Ela costumava dizer: "daqui só vejo olhinho da Ro e quando ela me olha já entendi"... O daqui, era da antiga mesa dela que ficava quase em frente a minha em uma distância aproxidamente de 2 metros.

Eu aprendi com ela o que era:

Ela sempre tinha uma lata de capuccino dentro da gaveta para oferecer... de vez em quando dizia "já fui flor do campo, agora sou perereca do brejo"

Yedda era jocosa, solidária, amiga...

Pra mim, sem exagero, Yedda era uma diva da história da alimentação e nutrição, por isso algumas pessoas diziam que ela era a "memória viva da nutrição"

Ah Yedda... você pode está de corpo ausente, mas o seu sorriso, a sua lembrança estará para sempre na minha mente.

Meu consolo é a poesia do Vinícius, e esta é para você, amiga querida, esteja aonde estiver.

Poema de Natal

Vinicius de Moraes

Para isso fomos feitos:

Para lembrar e ser lembrados

Para chorar e fazer chorar

Para enterrar os nossos mortos -

Por isso temos braços longos para os adeuses

Mãos para colher o que foi dado

Dedos para cavar a terra.

Assim será nossa vida:

Uma tarde sempre a esquecer

Uma estrela a se apagar na treva

Um caminho entre dois túmulos -

Por isso precisamos velar

Falar baixo, pisar leve, ver

A noite dormir em silêncio.

Não há muito o que dizer:

Uma canção sobre um berço

Um verso, talvez de amor

Uma prece por quem ser vai -

Mas que essa hora não esqueça

E por ela os nossos corações

Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:

Para esperança no milagre

Para a participação da poesia

Para ver a face da morte -

De repente nunca mais esperaremos...

Hoje a noite é jovem; da morte apenas

Nascemos, imensamente.

Retornei de viagem, mas recebi uma notícia muito triste, uma amiga daqui de Brasília tinha falecido

Estou sem computador em casa, mas voltarei para a blogosfera assim que puder.

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